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quinta-feira, 8 de junho de 2017

A Semente Maldita


Conhecido em português como "A Semente Maldita" ou "Tara Maldita" - olha que engraçado, esse filme me chamou a atenção de cara só pelos dizeres da capa. Caso esteja muito pequeno, se lê "O clássico terror que inspirou "A Profecia" e "Anjo Malvado", não sei você mas eu não precisei ler mais nada pra querer comprar e possuir - muahaha - esse filme. 
De 1956 e em p&b, o filme conta sobre a dissimulada menina Rhoda. Nas primeiras imagens temos uma menina muito doce que engambela pai e mãe como ninguém, só que a menina não é tão doce quando contrariada. Seu primeiro desentendimento é com um tipo de caseiro que, também não é bobo nem nada, não cai nessa suposta  doçura de Rhoda. Muito provavelmente ele não sabia que tinha se metido com a criança errada e assim segue, implicando com a menina e se dando muito mal. 


O senhor remédio para livrar as pessoas das maldades da pirralha Rhoda é só mesmo o tempo e a sua mãe Christine, que de pouco a pouco abre os olhos e decide não fechar mais, tentando descobrir o que acontece com a índole da menina. O legal é que ela entra em algumas discussões psicológicas com um amigo da família e o diálogo é muito bem feito. O diálogo do filme me chamou mesmo muito a atenção porque na minha experiência com filmes p&b o diálogo não costuma ser tão bem desenvolvido.  Nesse filme por exemplo, eles fazem praticamente sempre todo o sentido e se fazem bem necessários. Gosto também da atuação dos personagens, que não é tão natural quanto as que vemos hoje em dia, mas combina com o filme e principalmente com a época, em que tinha muito forte essa questão da etiqueta para as famílias mais ricas e todo um protocolo de comportamento (etiqueta, duh!). Outra coisa que é legal é que como é basicamente um dos pioneiros de filme de suspense (basicameeeeente), o filme faz um pedido para os espectadores para que não contem o final para ninguém (fator surpresa, HA). Mas vou ser sincera, em um mundo que já assistimos o Sexto Sentido e A Órfã, não faz muito sentido ir com grandes expectativas para o final.




domingo, 20 de novembro de 2016

Garotas Malvadas




Esse filme. Nem sei por onde começar de tanto que gosto. Mas a primeira coisa que eu devo dizer é que o título sessão da tarde não faz jus ao tanto que esse filme é bom. Primeiro porque tem a maravilhosa da Evan Rachel Wood de "Aos Treze", se você não conhece muito a atuação dela, vale a pena procurar alguns filmes porque ela sabe como ninguém ir de santinha à garota infernal em cinco segundos e, não muito importante, já namorou o Marilyn Manson (garota trevosaaa). Mas enfim, o filme! 
A protagonista é a Kimberly (aka Evan Rachel Wood, quem mais?), uma estudante de Beverly Hills que já começa o filme sabendo tudo de todo mundo, super precoce no nível de maldade. A sua melhor amiga é Brittany, que faz o tipo loira inocente e realmente é bem inocente se comparada com a Kimberly. A vidinha das duas ia muito pacata até dois acontecimentos na escola: Entra uma garota nova mulçumana na sala (Randa) e um massacre que um menino cometeu em uma escola começa afetar até o sistema da escola daquele rico bairro. 
Quanto a Randa, Kimberly a enxerga como seu projeto pessoal: ela quer apresentar tudo para Randa em primeira mão, como as pessoas são superficiais lá, os preconceitos que ela vai sofrer, os charutos que roubou do pai rabugento e até filmes pornô. Ao passo que nem Brittany percebe a maldade dos ensinamentos porque ela é realmente inocente também. Aliás, o que irrita a Kimberly é o fato de sua amiga loira estar com o seu ex namorado. 
Não dá pra saber bem se a Kim já era um caldeirão em ebulição ou se o menino psicopata dos massacres criou um impacto nela, acredito que sejam os dois. O fato é que Kimberly começa um plano de vingança contra todos a sua volta, inclusive contra um de seus professores. Ela o processa por assédio sexual num tempo em que qualquer escândalo ganha nível nacional e manipula as duas amigas para atingirem o professor o máximo possível sem perceberem que é um plano de vingança pessoal. E essa é a parte mais legal do filme: ver como a Kim é capaz de maquinar tantos detalhes sem dó nem piedade. Acho que esse é o ponto em que meninas malvadas e garotas malvadas se encontram, mas apesar de ambos serem sobre vingança, o segundo ainda tem muito o que ensinar ao primeiro!



segunda-feira, 3 de outubro de 2016

As três caras de Eva


   As três caras de Eva é um filme de 1957. Eu acabei comprando porque só pelo título o filme era bastante instigante e eu realmente não me arrependi. Tirando a trilha sonora orquestrada o tempo inteiro, bem que poderia ser um filme contemporâneo.
   Bem, mas vamos lá, antes de dar a minha opinião, vou falar sobre o que é o filme. Alguém adivinha?
   Se você disse intuitivamente "Transtorno de Personalidade" Uhuuul, você acertou. Ok, vou bolar algo menos óbvio da próxima vez! E a estória é na verdade história porque é sobre um acontecimento real com uma mulher da Geórgia nos EUA. Então, Eva é uma mãe de família, a nossa famosa Amélia que começa a apresentar um comportamento suspeito para o marido. O filme inicia com ela e o marido durante uma visita ao psiquiatra explicando a ocorrência das personalidades como que um "feitiço".  Ela fica super desconcertada porque não faz ideia do que está acontecendo (mas na época também ninguém fazia!). O filme decorre dessa intercalação de personalidades para se descobrir o que acontece de forma científica e como resolver - o que um mergulho no passado resolve.



Uma das personalidades de Eva é sofisticada, independente e gastadeira.


A outra é uma mulher bem despachada e sem inibiçōes

   Uma coisa muito legal do filme é a atuação da Joanne Woodward (que faz a Eva), ela inclusive ganhou um Oscar de melhor atriz. E foi mesmo. Lembra como as atrizes famosas do período geralmente interpretavam de forma bem caricata e com expressões gestuais que pareciam saídas do teatro (claro que não todas) ? A Joanne não é dessas!
   A personagem despachada dela é a mais divertida, tem um sotaquezinho meio "redneck" e rende as melhores cenas do filme. Acredite que apesar de eu assistir filmes preto e branco não é todo filme que tem aquele ritmo crescente que me prende entāo eu acredito que mesmo não sendo fã de preto e branco qualquer pessoa minimamente interessada no título consegue assistir tranquilamente. 

                                      

segunda-feira, 5 de maio de 2014

A incrível Suzana



    A Incrível Suzana foi um filme que conheci nas últimas férias durante um passeio pela Livraria Cultura. À 
princípio não parecia um filme incrível, até por causa desse título meio piegas que não tem nada a ver com o original (The major and the minor). Tendo comprado ele para assistir com as minhas primas, não achei que elas fossem ver um filme inteiro em preto e branco sem desistir na metade. Maaas para minha supresa elas adoraram. 
    É importante dizer que se trata de uma comédia água com açúcar, se você se dispuser a ver um filme desse gênero vai gostar muito, caso contrário esse não é o filme para você. Com Ginger Rogers no papel de Susan Applegate, o filme conta a sua trajetória fracassada em Nova York, em um ano foram nada menos que 25 empregos. Então ela decide voltar para Stevenson, onde está a casa da mãe, e para isso ela guardou durante esse tempo inteiro a quantidade suficiente para a passagem de volta, cerca de 27 dólares. Ao chegar à estação, Susan descobre que os preços da passagem aumentaram e se vê sem saída. Apenas as crianças menores de 12 anos podem pagar a metade do valor. Sabendo disso, Susan logo decide se vestir de "menor" e tentar pagar um preço mais barato pela passagem. O que sai caro pra ela são as confusões em que ela se mete após conseguir o seu bilhete de trem. Ao entrar na cabine do major Kirby as coisas se complicam ainda mais, levando-a para um colégio de jovens cadetes onde todos caem de amores por ela e apenas uma pessoa sabe do seu segredo.
   Para um filme de 1943 eu acho as sacadinhas bem contemporâneas, no estilo dos filmes da sessão da tarde e também é uma ótima opção pra juntar a família no sofá da sala (fiz isso algumas vezes com esse filme). 


Essa é a Susan no seu último emprego mal sucedido em Nova York


 "Todas as garotas do colégio acham que são a Veronica Lake"                 Sue e o major Kirby






sábado, 3 de maio de 2014

All Hallows Eve


   O título do filme da postagem faz relação direta com a antiga forma da palavra Halloween. Caso o nome deixe dúvidas quanto ao gênero do filme, o palhacinho bonitinho da imagem acaba com todas elas. Eu achei o All Hallows Eve em um site de streaming e o que me chamou a atenção foi exatamente o palhaço boa praça. O filme é americano e de 2013, mas pelo visu mais 90´s e também pela estória discorrer acerca de uma fita cassete, eu jurava que era bem mais antigo, só percebi que era novíssimo depois que constatei que em 1990 não poderiam haver iPhones 5.
   A trama do filme inicia com a babá Sarah, que vai cuidar de duas crianças em pleno Haloween. As coisas tomam um rumo mais animado encontrarem uma fita cassete desconhecida na sacola de doces do menino. Depois que as crianças começam a insistir para ver o que tem na fita, Sarah concorda e eles começam a assistir sob a limitação de que "se ficar esquisito a gente pára". As primeiras cenas da fita são Ok, até que as filmagens se prolongam dentro de um metrô onde uma menina que aguarda lendo se depara com um sujeitinho vestido de palhaço que resolve incomodar a beça.
   Seguindo a linha do It (do Stephen King) de palhaços malditos que toda criança morria de medo, esse palhaço aqui me fez tremer as bases, apesar de ser visivelmente parte de um filme de baixo orçamento. Sério, em algumas cenas os efeitos são bem deprimentes. Além dessa crítica, o meio do filme é extremamente sem graça, já que é dividido em três estórias, mas juro que aqui não terão spoilers! Mas afirmo que todas as pessoas que assistiram ao filme comigo (umas 4) concordaram que o filme ficaria muito melhor sem a segunda estória, não digo nem sem ela, mas dando algumas mudadas.
   O melhor sem dúvidas fica para o final, que é quando realmente pensamos: "Era um filme desses que eu queria ver!". Bizarrice, um personagem ótimo e alguns dos nossos pesadelos mais intensos fazem parte desse filme que já se tornou um dos meus queridinhos de terror. Recomendo muito pra quem já é fã do gênero, agora, se você fica com medinho nem desce pro play, porque descer pode render bons pesadelos!


O palhacinho sendo simpático & querido


A babá e as "crianças" assistindo à fita 


Cena do metrô (ou trem), quem não adoraria ganhar uma flor desse cara simpático?


As "crianças"




Cuidado com o ataque de fofura




terça-feira, 15 de janeiro de 2013


O Pequeno Nicolau







O filme vem da tradução de "Le Petit Nicolas", e vai contra toda a crença de que filmes franceses são chatos, sem pé nem cabeça e sem conteúdo. Não sei se é porque é um filme infantil, mas ele me surpreendeu bastante. Já havia comprado o filme há alguns meses, e ao finalmente assistir, me senti mal por não ter assistido antes. Nicolau, o protagonista do filme, é uma criança comum, muito imaginativa, com pais normais e tem uma panelinha muito divertida na sua escola. Acontece que um dia um dos seus coleguinhas aparece todo pra baixo na escola e conta pra todo mundo que o ar chocho é porque ganhou um irmãozinho, Nicolau fica todo intrigado e pergunta se houve algum sinal antes de vir o irmãozinho e o coleguinha descreve tudo o que houve. O problema é que as mesmas coisas começam a acontecer na casa de Nicolau e ele fica se pelando de medo: será que seus pais não vão querer mais ele depois que vier seu irmãozinho? A partir do boato criado por ele mesmo ele tem que arrumar um jeito de se livrar o mais rápido possível do indesejado irmão.

Um ponto muito positivo no filme difícil de se encontrar hoje em dia: a seleção dos atores mirins foi impecável. Li no box do dvd que foi uma exigência do diretor nenhum dos meninos da panelinha terem atuado antes e que foram escolhidos entre uns 900 meninos. Acho muito legal quando a personalidade de cada um fica bem destacada e quando os atores não se parecem um com outro. É muito irritante você ficar se perguntando quem é quem no meio do filme, e isso definitivamente não acontece aqui. O menino da esquerda, o Clotário na tradução, é um dos meus favoritos. Ele é tido como o último da classe e sempre fica de castigo, as suas expressões faciais são uma graça.








A cena que rolei de rir foi uma em particular que não tinha nenhuma criança. O pai de Nicolau decidiu dar um jantar para o seu chefe junto com sua esposa. Tudo certo. O problema é que a mãe de Nicolau ficou muito ansiosa para que tudo saísse perfeito e, quando a gente procura muita perfeição acaba que conseguimos o contrário. Pois bem, aqui fica a dica: um filme com atuações maravilhosas, um roteiro ótimo e um filme francês que vai contra qualquer expectativa. Vale o seu tempo.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Motivos para O Exorcista ser o melhor filme de terror de todos os tempos

Eu sempre falo pra todo mundo que adoro esse filme. Tenho medinho, mas adoro. Uma coisa que preso muito é filme que não tem terror gratuito, por exemplo cenas desnecessárias de sangue. Filmes de possessão demoníaca tendem a ser clichês de si mesmos até porque não tem pra onde fugir, mas tudo depende de como se faz, com quem se faz e do nível de execução que a equipe se propõe a fazer. Eis aqui os meus motivos:

1- Todo mundo sabe que filme de terror geralmente passa longe de Oscar e pasme, ele ganhou dois.
2- O filme é de 73, (um ano antes foi feito Frenesi do Hitchcock e dois anos antes a Fantástica fábrica de chocolate) em comparação com o nível de produção dos filmes da época, O Exorcista é incrível, se colocassem a imagem em HD ia parecer coisa de no máximo 10 anos atrás.
3- Gerou MUITA polêmica e medo nas salas de cinema, até paramédicos eram chamados, que filme faz isso hoje em dia, Atividade Paranormal? Hahaha.
4- Teve uma cena com a Ellen Burstyn que ela realmente se machuca e o real grito de dor foi usado na cena.
5- Além de maquiagem demoníaca super bem feita, teve a de envelhecimento do padre Lankester, e que ninguém suspeita que é maquiagem.
6- Só de ter a Ellen Burstyn já é um mega motivo, sua atuação em Requiem para um sonho é julgada uma das melhores femininas de todos os tempos.
7- As "imagens subliminares", de tão tosquinhas são até charmosas.
8- Linda Blair nunca mais conseguiu nada que emplacasse por causa da sua fama de monstro depois do filme.
9- Foi de fato inspirado em um suposto exorcismo em 1949.
10- Qualquer filme que tenha cenas banidas em cinema por serem muito assustadoras merecem nosso respeito.