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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

As três caras de Eva


   As três caras de Eva é um filme de 1957. Eu acabei comprando porque só pelo título o filme era bastante instigante e eu realmente não me arrependi. Tirando a trilha sonora orquestrada o tempo inteiro, bem que poderia ser um filme contemporâneo.
   Bem, mas vamos lá, antes de dar a minha opinião, vou falar sobre o que é o filme. Alguém adivinha?
   Se você disse intuitivamente "Transtorno de Personalidade" Uhuuul, você acertou. Ok, vou bolar algo menos óbvio da próxima vez! E a estória é na verdade história porque é sobre um acontecimento real com uma mulher da Geórgia nos EUA. Então, Eva é uma mãe de família, a nossa famosa Amélia que começa a apresentar um comportamento suspeito para o marido. O filme inicia com ela e o marido durante uma visita ao psiquiatra explicando a ocorrência das personalidades como que um "feitiço".  Ela fica super desconcertada porque não faz ideia do que está acontecendo (mas na época também ninguém fazia!). O filme decorre dessa intercalação de personalidades para se descobrir o que acontece de forma científica e como resolver - o que um mergulho no passado resolve.



Uma das personalidades de Eva é sofisticada, independente e gastadeira.


A outra é uma mulher bem despachada e sem inibiçōes

   Uma coisa muito legal do filme é a atuação da Joanne Woodward (que faz a Eva), ela inclusive ganhou um Oscar de melhor atriz. E foi mesmo. Lembra como as atrizes famosas do período geralmente interpretavam de forma bem caricata e com expressões gestuais que pareciam saídas do teatro (claro que não todas) ? A Joanne não é dessas!
   A personagem despachada dela é a mais divertida, tem um sotaquezinho meio "redneck" e rende as melhores cenas do filme. Acredite que apesar de eu assistir filmes preto e branco não é todo filme que tem aquele ritmo crescente que me prende entāo eu acredito que mesmo não sendo fã de preto e branco qualquer pessoa minimamente interessada no título consegue assistir tranquilamente.