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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Manon 70


   Esse filme foi um tiro no escuro na época que comprei o DVD, quando vi que era um filme francês com a Catherine Deneuve já me bastou pra causar curiosidade. Agora, lendo a capa do filme, fiquei sabendo que foi baseado em um romance e também foi adaptado para a ópera e enfim chegou no formato audiovisual em 1968. 
   Nele, a Catherine é a Manon, uma mulher jovem e interesseira. O filme começa sua abertura com algumas modelos trocando de roupa, para os créditos e a narrativa de fato começa no saguão de um aeroporto asiático. Não vou mentir que o filme começou a me ganhar por aí, apesar de eu ter pânico de avião, acho super bacana cenas em aeroporto/ avião, e no filme tem os dois! Enfim, Manon está lá bonitinha e acompanhada e por lá passa o tal do Frey e é como paixão à primeira vista. Ele observa melhor a moça e vê um bilhete de primeira classe, e ele faz o que?! O que qualquer tontão apaixonado (inexplicavelmente apaixonado) faria: faz um "upgrade" na passagem econômica dele só pra ficar perto da bonita. Quando vemos a cena do avião, fica claro que a Manon também viu algo no Frey só não sabemos o que. O ponto alto do filme francês é que quando eles chegam em terra firme à caminho dos seus respectivos carros, Frey cochicha bem pertinho de Manon: " Se você fosse comigo, iria de táxi". A bonita pensa por alguns segundos e depois corre para o táxi de Frey. Inegável que eu fiquei boba com tanto desapego haha, tadinho do cara que estava com ela :/
   Aí começa o affair dos dois. Affair porque Manon tem olhos pra tudo quanto é homem que possa sustentá-la (e muito bem), já que essa é uma coisa um pouco incerta com Frey. E já ele não suporta ter que dividi-la. É importante mencionar o relacionamento pouco convencional com seu irmão de sangue. Parece até que ele é afim dela, se cumprimentam com selinhos e ele também gosta dessa situação de sugar daddies, aproveitando para ser sustentado. Em determinado momento, Manon se decide por Frey, mas para a infelicidade de todos, ele estava tão ocupado jogando os joguinhos de sedução de Manon, que não trabalhou por dias, e acabou perdendo o emprego. Aí que vem a parte decisiva do filme: Ela repensa a sua vida e decide que fidelidade é algo idiota quando não se tem dinheiro.



    Como a maioria dos filmes franceses, os personagens são bem impulsivos e imprevisíveis, o que deixa o filme muito mais envolvente. A fotografia é maravilhosa, deixando cada cena um pedaço de poesia. E claro, a atriz principal é extremamente hipnotizante, não só na beleza, mas no seu jeito cínico e blasè que não combina com qualquer pessoa. 


quinta-feira, 8 de junho de 2017

A Semente Maldita


Conhecido em português como "A Semente Maldita" ou "Tara Maldita" - olha que engraçado, esse filme me chamou a atenção de cara só pelos dizeres da capa. Caso esteja muito pequeno, se lê "O clássico terror que inspirou "A Profecia" e "Anjo Malvado", não sei você mas eu não precisei ler mais nada pra querer comprar e possuir - muahaha - esse filme. 
De 1956 e em p&b, o filme conta sobre a dissimulada menina Rhoda. Nas primeiras imagens temos uma menina muito doce que engambela pai e mãe como ninguém, só que a menina não é tão doce quando contrariada. Seu primeiro desentendimento é com um tipo de caseiro que, também não é bobo nem nada, não cai nessa suposta  doçura de Rhoda. Muito provavelmente ele não sabia que tinha se metido com a criança errada e assim segue, implicando com a menina e se dando muito mal. 


O senhor remédio para livrar as pessoas das maldades da pirralha Rhoda é só mesmo o tempo e a sua mãe Christine, que de pouco a pouco abre os olhos e decide não fechar mais, tentando descobrir o que acontece com a índole da menina. O legal é que ela entra em algumas discussões psicológicas com um amigo da família e o diálogo é muito bem feito. O diálogo do filme me chamou mesmo muito a atenção porque na minha experiência com filmes p&b o diálogo não costuma ser tão bem desenvolvido.  Nesse filme por exemplo, eles fazem praticamente sempre todo o sentido e se fazem bem necessários. Gosto também da atuação dos personagens, que não é tão natural quanto as que vemos hoje em dia, mas combina com o filme e principalmente com a época, em que tinha muito forte essa questão da etiqueta para as famílias mais ricas e todo um protocolo de comportamento (etiqueta, duh!). Outra coisa que é legal é que como é basicamente um dos pioneiros de filme de suspense (basicameeeeente), o filme faz um pedido para os espectadores para que não contem o final para ninguém (fator surpresa, HA). Mas vou ser sincera, em um mundo que já assistimos o Sexto Sentido e A Órfã, não faz muito sentido ir com grandes expectativas para o final.